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21 de dezembro de 2016

Deuses gregos : Baco deus do vinho

Eduardo Klinger     12:13  

Dionísio ou Baco deus do vinho

Raça: Deus Olímpico

Aspectos: Deus da liberdade; Deus das festas; Deus da diversão; Deus do vinho; Deus do desvario; Deus da alegria; Deus da reencarnação; Deus da simplicidade.

Cônjuge: Ariadne.

Filiação: Júpiter e Sémele.

Descendentes: Príapo.

Aliados: Fauno; Mercúrio; Vulcano; Cíbele; Ceres; Plutão; Proserpina; faunos.

Plantas relaccionadas: Uva; cevada; sálvia; cravo-da-índia; hera; pachuli; pinho; azevinho; manjericão; cannabis; erva-cidreira; chacrona; mirra; jurema; acácia.

Atributos e símbolos: Tirso; guirlanda de parreiras; uvas; leopardo; cântaro.

Signo associado: Aquário.

Baco (Dionísio, em grego) é Deus do vinho, das festas, da diversão, do prazer da loucura e exagero. Contudo também é um Deus voltado ao misticismo e ao espírito.

Nascimento de Dionísio ou Baco

Segundo os mitos órficos, Zagreu, filho de Júpiter (Zeus) com Proserpina (Perséfone), foi o filho preferido de Júpiter, porém, Juno, enciumada, ordenou que os Titãs o matassem e o devorassem. Eles o fizeram, e logo depois Júpiter matou os Titãs com raios. Minerva resgatou o coração de Zagreu, ainda inteiro. Com as cinzas dos Titãs e de Zagreu, gerou-se a humanidade, formada pelo corpo físico (Titãs) e pelo espírito (Zagreu). Nos cultos órficos, diz-se que enquanto a alma é divina, o corpo físico é pecaminoso, e aprisiona a alma, e passamos por uma série de reencarnações até adquirirmos virtudes suficientes para ficarmos livres desse ciclo penoso (saiba mais sobre Orfismo). O coração de Zagreu foi entregue a Júpiter, que o transformou em elixir e deu para a mortal Sémele, e logo lha teve relações sexuais, gerando dentro de seu ventre o espírito de Zagreu, porém em outro corpo (reencarnação)

Júpiter a engravidou. Juno então, desfarçada de uma velha mortal, disse à Sémele, "Se ele realmente diz que é Júpiter, peça-lhe para que ele se mostre em sua verdadeira forma divina, como prova de amor por ti".

No dia seguinte, Sémele questionou Júpiter, pedindo-lhe para que o Deus se mostre em sua verdadeira forma como vive nos Céus, se realmente a ama. Júpiter então se mostrou esplêndido, luminoso e relampejante (Júpiter é a personificação dos raios e trovões). Sémele não aguentou vê-lo e morreu (provavelmente atingida por um raio). Ela estava grávida, e Júpiter foi obrigado a resgatar o bebê prematuro de seu ventre. O Deus abriu uma fenda em sua própria coxa e abrigou o feto, que é Baco. Juno andou injuriada a procura do bebê para matá-lo.

Quando Baco (Zagreu reencarnado) nasceu, Mercúrio, a mando de Júpiter, levou o bebê à Ásia, sendo criado nas montanhas pelas ninfas. Durante sua vida nas montanhas, Baco descobriu a parreira e a fazer vinho das uvas, sendo considerado o criador da primeira bebida alcoólica conhecida pelos gregos. Os antigos consideravam o vinho uma bebida divina, que eleva o espírito, assim como os árabes consideravam o álcool (Al Cohol = "espírito leve" em árabe).

Perseguição de Juno a Baco

Quando Juno descobriu Baco, começou a persegui-lo, deixando-o louco, e assim ele começou a vagar pela Terra. Na Frígia, conheceu Cíbele, Deusa da natureza e abundância, que o curou e o iniciou em seus ritos religiosos. Assim, Baco começou a juntar discípulos por onde andava, ensinou-os a cultura da vinha e os seus mistérios por toda a Ásia. Quando voltar para Tebas, sua cidade de origem na Grécia, com seu grupo de fiéis, tentou introduzir o novo culto os povo de lá. Com isso, Baco foi perseguido pelas autoridades do rei Penteu. Mesmo com essas perseguições, o número de fiéis só aumentou, até a própria mãe de Penteu seguiu o novo culto vindo do Oriente. Penteu então expiou o que os fiéis faziam, e acabou sendo confundido com um javali e dilacerado pelos asseclas alucinados. E assim foi se espalhando o novo mistério.

Baco iniciou um culto místico muito difundido pela Europa. Esses cultos secretos envolvia-se embriagues, música e sexo, uma experiência mística de extremo prazer, para um contato místico. Os sectários dos Cultos Dionisíacos buscavam uma vida mais tranquila e livre, sem o estresse, formalidade e monotonia do cotidiano. Primeiramente, os cultos eram reservados apenas às mulheres (bacantes, ou ménades), somente depois, quando o culto já avançou até a Itália, que começaram a aceitar homens (confundindo-os com sátiros, devido ao aspecto selvagem e peles de animais que vestiam). Assim como o Deus, os fiéis portavam o "tirso", um cetro rústico de madeira, envolto de hera com uma pinha na ponta. Baco muitas vezes era descrito como andrógino, e talvez seus fiéis também se vestiam de maneira andrógina.

Uma boa maneira atualmente de servir total devoção a Baco, sem ser bacante, é largar tudo, parar com o consumismo, parar com a rotina de "estudar" e "trabalhar" muito, e viver na simplicidade, vagando sem rumo, conhecendo novos lugares, novas pessoas, conhecendo a si mesmo, tornar-se puro, buscando sempre estar feliz. Com essa tentativa de se desgrudar do mundo material, podemos ver semelhança não apenas em Baco, mas também em Zagreu, afinal são o mesmo diviníssimo Deus, porém com diferentes avatares. Viver na felicidade, sem preocupações, é viver em Baco.


Procurando por outra divindade? Veja a lista dos deuses gregos .

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