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21 de dezembro de 2016

Mitologia grega/romana : História do deus Eros e Psiquê

Eduardo Klinger     11:56  

História do deus Eros

Raça: Deus primordial

Aspectos: Deus do amor; Deus da união; Deus do equilíbrio.

Cônjuge: Psiquê

FiliaçãoVênus e Marte.

Descendentes: Hedonê

Aliados: Vênus; Têmis; Apolo; Hélio; Selene; Eos; Cronos; Gaia; Nix; Pontos; Proserpina.

Plantas relacionadas: Mirra; olíbano; acácia; patchuli; anis; cálamo; benjoim; canela; cravo-da-índia; eucalípto; oliveira; erva-doce; alecrim; verbena; hortelã; gengibre; gardênia; manjerona; jasmim; louro; lótus; azevinho.

Atributos e símbolos: Arco e flecha; asas brancas.

Éros é o Deus do amor, da união. Hesíodo o classificava como um Deus primordial, que deu impulso à criação, ele é a "vontade" da criação (leia Teogonia, de Hesíodo). Não significa que Éros é o criador de todo o Universo, e sim que ele é o organizador de tudo, ele é o oposto do Caos, ele é a harmonia cósmica primordial que compõe o Universo. Hesíodo dizia que ele é "o mais belo entre os Deuses imortais".

Muitos autores diziam ser Éros filho de Vênus (Afrodite) e Marte (Ares). Vênus é o arquétipo do feminino, a suavidade, a paz; Marte é o arquétipo do masculino, a agitação, a guerra. Com a união de cada uma das duas polaridades, surge Éros, a harmonia cósmica perfeita, composto pelas duas polaridades em harmonia (Yin-Yang).

Com o tempo, Éros foi sendo cultuado erroneamente como somente o Deus do amor físico (carnal), adaptando-se o nome romano de "Cupido". Éros é assim conhecido até os dias de hoje, uma criança alada com um arco e uma flecha, atirando nos casais para que se apaixonem. Muitas vezes, nas antigas Grécia e Roma, Éros era representado como uma criança alada portando um arco com flechas. Outras vezes era representado como um adulto alado.


Infância de Eros

Eros (para os gregos) e Cupido ou Amor (para os romanos), é filho de Ares e de Afrodite, gerado a partir da traição de sua mãe.
Quando nasceu, Ares tinha total compaixão com o filho e queria que o ajudasse nas guerras; assim como Fobos e Deimos. Entretanto, Eros não crescia, continuava com a aparência de bebê; Ares estava preocupado com o pequeno, pois o que havia acontecido para ele não crescer?

Com os deuses que o ignoravam por sempre desejar a guerra e por ter feito Afrodite trair o próprio irmão, ele teve uma idéia, iria saber a resposta através da titã Têmis. Após muito procurar, a encontrou e a titã logo se preparou para a batalha e Ares colocou sua espada aos pés dela, demonstrando que não desejava uma batalha. Isso ocorreu, pois Têmis era a principal adversária de Ares, ela é uma das titãs a qual é totalmente contra as guerras e nunca participou dela, pois é titã dos juramentos e da lei, e a rivalidade com Ares era porque sempre que o deus influenciava os humanos, as leis eram quebradas e a justiça destruída.

Têmis escutou o pedido do deus e resolveu ajudá-lo, pois apesar da traição cometida pelo mesmo, a criança não possuía culpa de seu nascimento. Ela então explicou que Eros não cresceria pois não possuía companhia, seus irmãos já eram adultos e não mais crianças.

Ares então teve Anteros com Afrodite, com a companhia de seu irmão, Eros começou a crescer; Ares entregou o jovem Anteros à um pescador para que fosse criado na Terra, desta forma, não sofreria algum tipo de divergência com os deuses, pois nasceu após a separação de seu pai e Afrodite.


Com Eros já jovem, Ares percebeu que seu filho possuía uma feição muito pacata e um jeito calmo de ser, ele não poderia ir para as guerras, pois seu modo delicado de vida não o permitiriam viver em batalhas. Ele então quis que Eros se tornasse ajudante de Afrodite, pois viveria com a mãe e não se envolveria em batalhas. Os deuses negaram; principalmente Hefesto; então Ares convocou um julgamento entre os deuses e demonstrou que a melhor vida para seu filho seria fora dos assuntos do pai e que mesmo fruto de traição, ainda era filho de Afrodite; os deuses então conceberam o desejo de Ares e deixaram Eros encarregado de ajudar sua mãe.

Mito de Éros e Psiquê

O mito narrado por Apuleio conta como uma bela mortal por quem Eros (também conhecido como Cupido, na mitologia romana), o deus do amor, se apaixonou. Tão bela que despertou a fúria de Afrodite, deusa da beleza, do amor e da sexualidade, mãe de Eros - pois os homens deixavam de frequentar seus templos para adorar uma simples mortal.

A deusa mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais desprezível dos seres. Mas, ao contrário do esperado, Eros acabou se apaixonando pela moça - acredita-se que tenha sido espetado acidentalmente por uma de suas próprias setas.

Com o próprio deus do Amor apaixonado por ela, suas setas não foram lançadas para ninguém. O tempo passava, Psiquê não gostara de ninguém, e nenhum de seus admiradores tornara-se seu pretendente.

O rei, pai de Psiquê, cujo nome é desconhecido, preocupado com o fato de já ter casado duas de suas filhas, que nem de longe eram belas como Psiquê, quis saber a razão pela qual esta não conseguia encontrar um noivo. Consulta então o Oráculo de Apolo, que prevê, induzido por Eros (Cupido), ser o destino de sua filha casar com uma entidade monstruosa.

Após muito pranto, mas sem ousar contrariar a vontade de Apolo, a jovem Psiquê foi levada ao alto de um rochedo e deixada à própria sorte, até adormecer e ser conduzida pelo vento Zéfiro a um palácio magnifico, que daquele dia em diante seria seu.

Lá chegando a linda princesa não encontrou ninguém, mas tudo era suntuoso e, quando sentiu fome, um lauto banquete estava servido. À noite, uma voz suave a chamava e, levada por Eros, se entregou a ele e conheceu as delícias do Amor, nas mãos do próprio deus do amor...

Os dias se passavam, e ela não se entediava, tantos prazeres tinha: acreditava estar casada com um monstro, pois Eros não lhe aparecia e, quando estavam juntos, ficava invisível. Ele não podia revelar sua identidade pois, assim, sua mãe descobriria que não cumprira suas ordens - e apesar disto, Psiquê amava o esposo, que a fizera prometer-lhe jamais tentaria descobrir seu rosto.

Passado um tempo, a bela jovem sentiu saudade de suas irmãs e, implorando ao marido que permitisse que elas fossem trazidas a seu encontro. Eros resistiu e, ante sua insistência, advertiu-a para a alma invejosa das mulheres. As duas irmãs foram, enfim, levadas. A princípio mostraram-se apiedadas do triste destino da sua irmã, mas vendo-a feliz, num palácio muito maior e mais luxuoso que o delas, foram sendo tomadas pela inveja. Constataram, então, que a irmã nunca tinha visto a face do marido.

Disseram ter ouvido falar que ela havia se casado com uma monstruosa serpente que a estava alimentando para depois devorá-la, então sugeriram-lhe que, à noite, quando este adormecesse, tomasse de uma lâmpada e uma faca: com uma iluminaria o seu rosto; com a outra, se fosse mesmo um monstro, o mataria. Psiquê resistiu os conselhos das irmãs o quanto pôde, mas o efeito das palavras e a curiosidade da jovem tornaram-se fortes. Pôs em execução o plano que elas lhe haviam dito: Após perceber que seu marido entregara-se ao sono, levantou-se tomando uma lâmpada e uma faca, e dirigiu a luz ao rosto de seu esposo, com intenção de matá-lo.

Quando ela vê o belo jovem de rosto corado e cabelos loiros, espantada e admirada, desastradamente deixa pingar uma gota de azeite quente sobre o ombro dele. Eros acorda - o lugar onde caiu o óleo fervente de imediato se transforma numa chaga: o Amor está ferido.

Percebendo que fora traído, Eros enlouquece, e foge, gritando repetidamente: O amor não sobrevive sem confiança! Psiquê fica sozinha, e desesperada com seu erro, no imenso palácio. Precisa reconquistar o Amor perdido.

Eros voa pela janela e Psiquê tenta segui-lo, cai da janela e fica desmaiada no chão. Então o castelo desaparece. Psiquê volta para a casa dos pais, onde reecontra as irmãs que fingem piedade para com a irmã. Acreditam que o lindo Eros, solteiro, as aceitaria e seguem em direção ao belo palácio. Chamam por Zéfiro e, acreditando estar seguras pelo mordomo invisível, se jogam e caem no precipício.


Psiquê caminha noite e dia, sem repouso nem alimentação. Avista um belo templo no cume de uma montanha e acreditando encontrar seu amor escalou a montanha. Ao chegar no topo depara-se com montões de trigo, centeio, cevada e ferramentas, todas misturadas e ela os separa e organiza. O templo pertencia a deusa Deméter, grata pelo favor da bela moça lhe diz o que fazer para reconquistar o marido. Primeiro ela precisaria conseguir o perdão da sogra.

Muitos dodecateístas aceitam a idéia de emanacionismo, sendo Eros o princípio de todas as coisas, a origem da criação. Sendo assim, em todo o nosso ciclo de reencarnação, evoluímos até alcançarmos um estado superior, onde nos tornamos unos a esse princípio, nos tornamos unos a Eros.

Sendo o Deus, fruto da união de Vênus com Marte, e exaltando a idéia de emanacionismo, podemos concluir que Eros é o próprio bem, a união equilibrada de dois extremos é o "bem", enquanto o desequilíbrio de dois extremos é o "mal".


Cultos para Eros:

Os cultos para este deus eram extremamente incomuns. A região da Beócia era uma das raras que faziam cultos voltados para Eros, entretanto, era extremamente simples, com uma pedra ou algo que simbolizasse o deus, sem nenhum grande monumento ou estátua.
Em Atenas, Eros era cultuado junto com Afrodite, apenas como uma figura secundária dos cultos, entretanto, todos os dias que fossem o quarto dia do mês, eram dedicados ao pequeno deus.

Procurando por outra divindade? Veja a lista dos deuses gregos .

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